Desculpa, estou com pressa

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neve e queijos

Percebo o quão a sério estou a levar a difícil e dramática dualidade imposta pelo meu amor por queijo e o medo de eu própria me tornar numa bola lipídica quando nem o facto de estar a nevar me demove de fazer a minha corrida diária.

(Ponto da situação: já entrámos no segundo mês de 2012 e um dos poucos, mas bons!, objectivos que defini para este ano está a ser rigorosamente cumprido. É lindo e é saudável!)

Common People #3


O fim-de-semana serve, entre outras coisas, para perder tempo na internet a ver fotografias de pessoas comuns com muito, muito bom gosto nas roupinhas e sapatos que escolhem. Todas estas fotografias foram roubadas ao Sartorialist (basta clicar em cada fotografia para ir ter ao seu local de origem). Tudo muito lindo, muito fofo.

dans Paris

Viver em Paris é quase sinónimo da obrigatoriedade de inclusão no frigorífico um vinho e de um bom queijo, sempre prontos a saltar para uma noite inesperada de longas conversas com amigos. Gosto muito, mas muito deste estilo de vida :)

trois semaines

Passaram exactamente três meses desde que acabei o curso e três semanas desde que cheguei a Paris. Para quem nunca sonhou ou sequer pensou em morar em Paris, é bonito trabalhar num sítio onde se vê isto da janela:

Ainda não consigo deixar de me sentir estupidamente surpreendida com as voltas inesperadas que a vida dá.

Musée de L’Orangerie

Como já era previsível, parte do meu tempo livre durante os fins-de-semana é dedicado a visitar museus. Felizmente ainda estou numa faixa etária que me permite entrar de forma gratuita na maioria, o que me facilitará também voltar àqueles dos quais gostar mais! Este texto já devia ter vindo para aqui antes, mas o tempo francês parece passar mais rápido que o português, xiça penico. Estas fotografias foram tiradas há dois fins-de-semana atrás.

O Musée de l’Orangerie fica numa ponta do Jardin des Tuileries e está dividido em apenas dois pisos. Um deles aloja a Colecção Walter-Guillaume, que está polvilhada por classicismo moderno e impressionismo. De forma muito geral, explico apenas que Paul Guillaume foi um intelectual e mecenas que apoiou vários pintores no início do século XX, entre os quais Picasso, Soutine (uma das surpresas no museu, pois não conhecia a sua obra e gostei bastante) e Marie Laurencin (uma das salas é dedicada apenas a esta senhora, é bonito!). Neste piso é ainda possível ver quadros de Modigliani (tão bom, senhores), Utrillo, Matisse, Cézanne e Renoir (dois pintores que estão em força no Musée d’Orsay), entre outros.

O piso térreo é ocupado “apenas” pelo famoso conjunto dos Nenúfares de Monet (Les Nymphéas), que consiste em 8 painéis divididos em número igual por duas salas e que acompanham a forma oval de cada uma delas. Monet ofereceu esta obra a França no final da II Guerra Mundial e escolheu especificamente este lugar para a alojar. Achei delicioso o facto de ele ter pensado na criação de um pequeno vestíbulo todo branco que antecede a entrada na primeira sala, com o objectivo de funcionar como um “espaço de descompressão”, antes de se mergulhar no cenário idílico nos seus Nenúfares. Não era permitido fotografar nestas salas, mas considero que para se perceber a grandiosidade desta obra é necessário estar efectivamente neste espaço, que outrora foi um verdadeiro laranjal. Se já era fascinada pela genialidade de Monet, esta mistura de pinturas elaboradas com absoluta mestria e o seu enquadramento arquitectonicamente perfeito deixou-me ainda mais impressionada. Foi realmente relaxante estar sentada naquelas salas e perder o olhar nas paisagens esbatidas e um pouco misteriosas.

Este é portanto outro dos museus que recomendo em Paris e ao qual certamente voltarei quando tiver oportunidade. Apesar de ter gostado mais do Musée d’Orsay, o Musée de l’Orangerie é mais pequeno e acolhedor, pelo que a visita se torna mais fácil e menos cansativa. Além disso, fica numa zona muito bonita! Tive a sorte de ter apanhado um dia de muito sol, pelo que de seguida pude passear feliz e contente pelas Tuileries, algo que teve um estranho sabor a Primavera.

casa/home/maison

Aquele estranho momento em que me sinto em casa, quando na verdade não estou. Tão, mas tão bom. Melhor casa e melhor andar do mundo, não podia ter tido mais sorte.

Café des 2 Moulins

Segundo momento Le fabuleux destin d’Amélie Poulain: rumar a Montmartre propositadamente para ver o café da Amélie.

Tenho de voltar lá com menos vergonha e fotografar por dentro, mas só o facto de lá ter entrado já me encheu o coração. Fico ansiosa por poder explorar tudo, porque o interior tem várias alusões àquela que é, muito provavelmente, a minha personagem de ficção preferida de todos os tempos.

(Começo a sentir saudades de escrever sobre o Porto, mas por enquanto o que tenho para vos dizer é sobre Paris, por isso tenham lá paciência… São relatos menos úteis, mas talvez um dia sirvam a alguém que venha cá ter em busca de ideias para planear uma viagem a Paris).

Musée d’Orsay

No Domingo passado tive um dia muito feliz, pois passei várias horas rodeada por obras incríveis, como por exemplo:

Poucas coisas me entusiasmam e absorvem tanto como ver um bom museu. Contudo, o Musée D’Orsay passou a ser mais do que um bom museu para mim: foi simplesmente um dos museus mais fantásticos nos quais já entrei. Prestei-me à figura idiota de começar aos saltinhos e a bater palmas quando comecei a minha visita, pois foi impossível conter a felicidade por estar num sítio cheio de quadros incríveis, alguns dos quais que há muito queria ver (impressionismo: sou farmacêutica e não sei ao pormenor a tua orgânica, mas gosto tanto, tanto de ti na mesma!). Apesar do meu coração ter ficado preso aos quadros, o museu tem outras partes igualmente interessantes com escultura e várias peças referentes a artes decorativas (suspirei bastante na zona dedicada à Art Noveau, definitamente um dos tipos de decoração que, podendo, escolheria dar um dia a  uma casa).

Além do conteúdo, o próprio edifício é muito bonito, principalmente pelo enorme relógio que se vê logo no átrio da entrada e pela vista fantástica da cidade de Paris que todas as suas janelas oferecem. Tenho de lá voltar sem medo de tirar fotografias proibidas e de ser expulsa por uma (das muitas) parisiense com défices graves de simpatia. Quem puder e gostar: Muséé d’Orsay, não esquecer de incluir na lista de locais a ir numa futura visita a Paris.

photomaton

O meu primeiro momento Le fabuleux destin d’Amélie Poulain em Paris: tirar fotografias num photomaton parisiense.

(des)orientação geográfica

Aquele estranho momento em que tento ir ao Arco do Triunfo e sem querer vou ter com esta senhora:

Nunca pensei ser possível mudar e fazer tanta coisa no espaço de uma semana. Nunca pensei ter coragem e obstinação suficiente para mudar e fazer tanta coisa no espaço de uma semana.

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