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Categoria: hate

C-lol-play

Este fim-de-semana trocava cada um dos meus amiguinhos no FB que ajudaram a inundar os meus feeds com fotografias e tudo mais da banda que tocou recentemente no estádio do Dragão por um conjunto de norte-americanos fritos das ideias que cantam com alegria Arcade Fire/The Head and the Heart. Haters gonna hate, mais c’est comme ça (sim, esta frase foi o meu momento de emigrante parola no dia de hoje).

(Isto também serve para assinalar aquele estranho momento em que cada vez tenho mais curiosidade de conhecer os E.U.A.)

circo na TV

 Há vários anos, sem qualquer exagero, que não ligava a televisão, mas ontem fiz questão de assistir ao debate entre os dois bastonários das Ordens que representam duas das principais classes de profissionais de saúde em Portugal.

Entre médicos a falar à boca cheia de coisas que claramente não sabem (ouvi-los falar de impurezas, excipientes e biodisponibilidade sem terem feito o trabalho de casa de irem ver o que realmente isso tudo significa, é triste) e a colocar em causa a credibilidade do INFARMED, um instituto de reconhecida qualidade a nível internacional, até ao bastonário da OM afirmar que não há lobbys no sector médico e que “testar medicamentos em humanos e em ratinhos é quase o mesmo, pois a genética é parecida”, deixa-me preocupada caso mais ninguém além dos farmacêuticos não perceba que há algo muito errado em tudo que os médicos tentaram transmitir ontem. E como não deitar as mãos à cabeça e fazer todas as piadas do mundo quando uma médica, após admitir com uma leveza incompreensível a irresponsabilidade de não saber nem querer saber usar o sistema de farmacovigilância, decide comparar um medicamento enquanto constituído por substância activa e excipientes a um belo bacalhau à brás?!

Os médicos que ontem estiveram presentes devem ter sido escolhidos a dedo, dadas as intervenções lamentáveis que fizeram. Hoje sinto-me orgulhosa pela forma como o bastonário da OF defendeu não só a classe farmacêutica mas, mais importante que isso, os interesses do doente. Porém, tenho vergonha de viver num país onde existem médicos que se recusam a confiar em medicamentos genéricos e que insistem em recomendar medicamentos que são mais pesados quer para o bolso de cada família, quer para os cofres do Estado. Mas que médicos são estes e que país é este?! Que vergonha.

frustração

Aquele momento estranho em que recebo uma chamada de um número que não conheço e penso que talvez seja alguém da faculdade a marcar a minha apresentação final para acabar o curso e afinal é só a funcionária do consultório do dentista a relembrar que tenho consulta. Eh pah.

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