Desde que cheguei tenho visitado no mínimo um museu ou galeria em cada fim-de-semana, mas não tenho falado de tudo por estes lados – não porque o que tenho visto não o justifique (porque justifica e bem!), mas porque simplesmente não tenho tempo disponível para o fazer! Contudo, vou tentar continuar a falar pelo menos de parte do que tenho conseguido ver neste cidade que é provavelmente um dos lugares da Europa com maior oferta cultural.

O Musée de la Musique está enquadrado num espaço fantástico chamado Cité de la Musique, que ocupa uma ponta do Parc de la Villette. Não sei como demorei tanto tempo para o visitar desde que cheguei, pois para quem gosta de música é um espaço absolutamente encantador para passar várias horas muito felizes sem qualquer pontinha de aborrecimento.
A colecção permanente do museu está dividida em cinco pisos, cada um deles representando diferentes capítulos da história da música. Nos quatro primeiros pisos a divisão é feita tendo em conta os quatro últimos séculos (desde século XVII até século XX), enquanto que o último piso é dedicado às músicas do mundo. A vastíssima colecção de instrumentos musicais é impressionante, não só em termos de número como também de beleza e, em certos casos, devido ao exotismo de algumas peças. Além da exposição “visual” dos instrumentos, é fornecido gratuitamente um guia-audio com o qual é possível acompanhar não só diversos filmes que estão disponíveis ao longo de todo o museu (ao todo são cerca de 40), como também em vários casos o visitante pode ouvir trechos da música reproduzida por alguns dos instrumentos, algo que para mim correspondeu a uma das coisas mais interessantes do museu (é impossível para mim olhar para um instrumento sem tentar simultaneamente imaginar o som que ele fará!). O piso acerca das músicas do mundo tem vários instrumentos dos vários continentes excepto da Europa, mas achei-o pouco explorado! Por outro lado, uma pequena zona do quarto piso dedicada a estilos músicas (jazz, rock e chanson) será aumentada no próximo ano, o que me agradou bastante pois foi das partes do museu de que mais gostei. Uma outra particularidade a salientar é o facto de que num dos pisos estar sempre presente um músico que além de tocar um dado instrumento (quando eu passei era a vez de um violinista), fala com os visitantes acerca do instrumento em si, das canções que toca e de tudo mais que os ouvintes queiram saber – pareceu-me um autêntico privilégio ter sempre lá alguém para este efeito!
Além de tudo mais, como seria de esperar, a loja do museu é também um espaço de tentação, vendendo imensos discos e algum merchandising bastante interessantes. Quando eu acabei de ver o museu estavam a passar Fleet Foxes na loja, o que me parecu muito bem!









Apesar de não ser dos museus mais conhecidos e publicitados em Paris, o Musée de la Musique é um espaço no qual qualquer apaixonado por música entrará e terá dificuldade em ir embora! Ficou ainda a faltar uma visita à colecção temporária, mas noutro domingo de sol irei dedicar novamente a manhã à Cité de la Musique e a tarde ao enorme e amplo Parc de la Villette – o que é, a propósito, mais uma sugestão de passeio em Paris fugindo à Torre Eiffel e às restantes capas de guias turísticos!